Os doutores em Economia Eduardo Fagnani e Paulo Kliass também colaboram com o estudo

Já deu para perceber que nem todas as mudanças previstas na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 006/2019 são como governo e imprensa diz que são. Algumas nem sequer foram trazidas à luz, como os parâmetros do sistema de capitalização, por exemplo. Outras foram explicadas superficialmente. O fato é que a população ainda não tem as informações necessárias para compreender do que realmente se trata a reforma em tramitação no Congresso Nacional. Na contramão do governo, que decretou o sigilo dos estudos que embasam a PEC 006/2019, os economistas Eduardo Moreira, Eduardo Fagnani e Paulo Kliss lançaram um estudo sobre o impacto da reforma na vida das pessoas e na economia. A cartilha “44 Coisas que Você Precisa Saber Sobre a Reforma da Previdência” está disponível para download. 

Logo no início do material, os economistas fazem uma crítica contundente à gestão da Seguridade Social no Brasil que durante anos destinou, por meio da DRU, até 30% das contribuições sociais para gastos em outras áreas. “Se, durante os 25 anos em que a Seguridade Social foi superavitária os resultados tivessem sido preservados em um fundo, este teria mais de R$ 1 trilhão em 2015 e poderia financiar o atual ciclo recessivo da economia”, diz trecho do estudo.

Na sequência, o discurso de combate aos privilégios adotado pelo governo é desconstruído. “84% da economia de R$ 1 tri que o governo pretende com a reforma vem da redução de direitos dos beneficiários do RGPS, do BPC e do Abono Salarial. Mais de 70% desse contingente ganha o piso do Salário Mínimo”, diz outro trecho.

Dos itens 21 a 36, os economistas apontam as desvantagens e riscos de capitalizar a Previdência. O exemplo do Chile é usado para ilustrar alguns dos problemas identificados nesse sistema. “Hoje, mais de 30 anos após a implementação do regime de capitalização, a taxa de reposição no Chile é em média pouco acima de 15%. Para os pobres é de cerca de 4%. Um nível tão baixo que o governo teve que criar novos programas solidários para que a população idosa não morresse de fome”, apontam.

Acesse o estudo e compartilhe em suas redes sociais.

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