Nesta quarta-feira, 7 de agosto, o Plenário da Câmara dos Deputados excluiu os destaques incluídos na reforma da Previdência. Medida condena milhões a trabalhar até a morte.

Foram excluídos do texto os itens que “resgatavam” o abono anual do PIS/Pasep e o recebimento do Benefício de Prestação Continuada (BPC), e que colocava fim no pagamento de pensão por morte em valor inferior a um salário mínimo se o beneficiário tiver outra fonte de renda formal.

Já esta bem claro que o texto-base impõe duras regras que dificultam a aposentadoria, reduzem os valores dos benefícios, aumentam o tempo de contribuição, entre outras maldades para com a população.

A reforma decreta o fim das aposentadorias para trabalhadores e trabalhadoras que começarem a contribuir depois que as regras da PEC entrarem em vigor, ao impor 15 anos de tempo mínimo de contribuição para mulheres e 20 para homens. Todos sabem que as filas para achar emprego com carteira assinada crescem de forma impressionante.

Será cada vez mais difícil de se aposentar, é o que apontam os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o instituto de pesquisa, no trimestre de dezembro de 2018 a fevereiro de 2019, a taxa de desemprego subiu para 12,4% no Brasil, o que representa a entrada de 892 mil pessoas na população desocupada. Dos trabalhadores ocupados, 23,8 milhões trabalham por conta própria, ou seja, não contribuem para Previdência.

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